segunda-feira, fevereiro 13, 2006

A cavalo nas ondas


Depois da neve - não tão rapidamente como a sucessão de posts pode dar a entender - a praia, e o surf na baía do Baleal. Não me interessa a tribo que está por trás do surf ou o estereótipo de surfista-gajo-fora-da-realidade, até porque não sou dado a estereótipos, e os meus companheiros de ondas não são assim. Não me interessa o modo de vida despreocupado, por muito aliciante que seja. Interessa-me o surf, não o surfismo.
O que me alicia é aquela vertigem de velocidade quando se desce a onda, com os olhos a rasar a água e o nariz cheio de sal, antes de nos levantarmos, e depois experimentar a brevíssima sensação de domínio absoluto nos segundos que conseguimos ficar de pé em cima da prancha, como se caminhássemos por cima da água, como Jesus na Galileia.
É encarar o mar monumental e não se importar com a nossa própria insignificância, entrar sem medo mas com respeito, pormo-nos em bicos de pés para agarrar um poucochinho de infinito.
Ah, a vida...

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